COFFEE, I LOVE YOU
I've done it. Ultrapassei o meu limite de cafeína e agora ninguém me pode parar.
Toda a gente sabe que eu sou obcecada com café, e durante este ano lectivo o meu médico obrigou-me a cortar na cafeína, e foi o que fiz. Passei a beber grandes quantidades de chá, e não morri.
Durante as férias voltei ao café, mas no Reino Unido não é a mesma coisa e se quiser um café decente tenho de pagar 5 euros por um double-expresso no Starbucks (não vai acontecer). Hoje quando acordei de manhã (cheguei ontem a Portugal), conseguia sentir o cheiro de café acabado de fazer a vir da cozinha. Café. Café a sério. Importado da Costa Rica. Intenso, amargo, divino. Sentei-me na cozinha e bebi três chávenas só durante a parte da manhã. Depois decidi beber um expresso, a minha máquina tem várias opções - suave, normal, forte, extra forte, e extra extra forte - escolhi o último. Passadas duas horas enchi mais uma caneca de café e adicionei-lhe um expresso, só porque posso.
Estou a mil à hora - mal consigo escrever. Arrumei a casa, lavei o pátio, cortei a relva, passei a ferro, fui às compras, arranjei a televisão e quase morri electrocutada.
Apetece-me saltar e correr (o horror!), e a voz dentro da minha cabeça grita coisas como "QUERO SER UMA ASTRONAUTA!", e dou por mim a ler artigos sobre astrofísica na wikipédia.
Como é que eu fui capaz de viver seis meses sem café? Isto é fantástico!




